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terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Às vezes recebemos...

...de quem menos esperamos!

seja uma palavra de apoio, um comentário irónico, uma piada, um conselho, uma opinião contrária!

Às vezes - não raras vezes - acaba por fazer sentido!

Gostei de saber que ainda há quem nos surpreenda, pela positiva, claro! É pena estar sempre tão à defesa :p

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Well your faith was strong but you needed proof...

E quando somos fortes, sabemos que o somos, mas deixamo-nos ir abaixo porque precisamos de provas?



I heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the lord
But you don’t really care for music, do ya?
Well it goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall and the major lift
The baffled king composing hallelujah

Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Halleluuuuujah

Well your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty in the moonlight overthrew ya
She tied you to her kitchen chair
And she broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the hallelujah

Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Halleluuuujah

Well maybe there’s a god above
But all I’ve ever learned from love
Was how to shoot somebody who’d out drew ya
And it’s not a cry that you hear at night
It’s not someone who’s seen the light
It’s a cold and it’s a broken hallelujah

Hallelujah

Esta música tocou nos últimos dias em momentos especialmente delicados....Desfez-me!!!

Hoje tocou enquanto vinha no bus para Sesimbra...do lado de cá da ponte um nevoeiro denso, pensei para mim mesma, que faz uma pessoa deixar tudo para trás sem pensar duas vezes? e a resposta estava em mim mesma, pois deixo todas as semanas tudo o que preciso para trás e vou atrás do meu sonho, do meu objectivo de vida! quando começou a tocar esta música encondi o rosto para que ninguem me visse a reprimir as lágrimas. Têm sido uns dias dificeis, mas é assim a vida não é?!

E as coisas não acontecem por acaso, ou acontecem?

Dúvidas exestenciais! Ah, já estou em Sesimbra há um ano...

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domingo, 22 de Novembro de 2009

Lido mal com a morte

Lido mal com a morte. Aguento a dor da perda, a dor da desilusão, a dor do orgulho ferido, a dor, seja ela de que tipo for. Aguento, já passei por quase todas e aguento. Firme.

Agora a morte não. Abana-me e atira-me por terra. Seja a morte de alguém próximo, seja a morte de um anónimo. O pensamento de que se foi e não volta mais, de que deixou e não recupera mais…

Voam-se as palavras da minha boca e vem-me à cabeça o pensamento mais terrível de todos: o medo de perder quem mais amo.

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E vem-me este poema de Abrunhosa à cabeça!!!

Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim

Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Soltam-se amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui"


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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Bem, acabei de ser amaldiçoada!

Como todos os dias, entre as 10 e as 11H vou ali à padaria comprar as minhas quatro carcaças - que o leitinho de chocolate fica à espera na redacção. Como todos os dias, a dita padaria estava cheia, e de repente chega uma rapariga e começa a pedir 50 cêntimos. É mais uma digamos assim, no universo das pessoas que se dedicam à mendicidade. Não vou por aí, não me compete tecer comentários ou emitir juízos, mas de repente olhei para ela e tinha conseguido angariar, um valor que dali a bocado ultrapassaria os humildes 5 euros que eu levava para comprar as minhas quatro carcaças e cujo troco, a jeitinho ainda me daria para comprar o jornal e com mais uns troquinhos, comprar o bilhete para ir para Lisboa. Quando me pediu os 50 cêntimos, não dei! Perguntei-lhe porque não trabalhava e as pessoas à minha volta, na sua maioria idosas, encolheram os ombros. Encolhem os ombros e dão 50 cêntimos de cada vez que ela pede? Para eles, o dar esse valor, livra-os da responsabilidade que poderiam ter se decidissem ajudar de verdade aquela rapariga? Pelas suas expressões de indignação com o meu acto, partem do principio que cumpriram com o seu dever e que através desse mesmo acto, ganharam pontinhos no céu!!! Dão os 50 cêntimos e toca a andar, as coisas ficam como devem ficar: na mesma!
Saí da padaria, envolta no meu orgulho e ela lá praguejou uma maldição qualquer!

A vida custa a todos, mas custa sobretudo aos que trabalham para terem o suficiente para viverem digna e honestamente! Se ela quisesse um pão, mas não, queria os 50 cêntimos! Lamento, mas não dou!!!

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

I gotta feeling...

adoro tudo o que me faça ficar bem-disposta, animada. E esta música dos Black Eyed Peas eleva a moral!!!! E já que é sexta-feira I got this feeling that this weekend's gonna be a good good weekend", porque:

. papai faz anos (e espero que corra bem, que estaja animadito)
. vou estar com os mais recentes amores da minha vida, as minhas sobrinhas Aninha e Laria
. vou estar com as minhas maninhas, maninhos, cunhadinhas e com a minha mãezorra
enfim, e de certeza que vou estar no pensamento do meu George que está em Istambul, do meu Cadinho que está em Elvas, do meu Miguel que está em Abrantes, pessoas de quem me orgulho e que ultimamente me têm dado motivos mais do que muitos para estar feliz!!!

E no meio disto tudo, tenho o Bettencourt seco que nem palha, na conferência de imprensa sobre a demissão do Paulo Bento...está seco, seco, que até arranha!!! ele que fale assim para os adeptos que desencadearam esta situação, essa massa mal formada que quando está tudo bem apoia, quando está tudo mal, toca a apredejar zonas Vips's e sei lá mais o quê!!!!

Alguém que ponha a música a tocar, please!!!
http://www.youtube.com/watch?v=cMPr_WeKSTk

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Carta de Fernando Pessoa a Ofélia (19/02/1920)

Meu amorzinho, meu Bébé querido:

São cerca de 4 horas da madrugada e acabo, apezar de ter todo o corpo dorido e a pedir repouso, de desistir definitivamente de dormir. Ha trez noites que isto me acontece, mas a noite de hoje, então, foi das mais horriveis que tenho passado em minha vida. Felizmente para ti, amorzinho, não podes imaginar. Não era só a angina, com a obrigação estupida de cuspir de dois em dois minutos, que me tirava o somno. É que, sem ter febre, eu tinha delirio, sentia-me endoidecer, tinha vontade de gritar, de gemer em voz alta, de mil cousas disparatadas. E tudo isto não só por influencia directa do mal estar que vem da doença, mas porque estive todo o dia de hontem arreliado com cousas, que se estão atrazando, relativas á vinda da minha família, e ainda por cima recebi, por intermedio de meu primo, que aqui veio ás 7 1/2, uma serie de noticias desagradaveis, que não vale a pena contar aqui, pois, felizmente, meu amor, te não dizem de modo algum respeito.

Depois, estar doente exactamente numa occasião em que tenho tanta cousa urgente a fazer, tanta cousa que não posso delegar em outras pessoas.

Vês, meu Bébé adorado, qual o estado de espirito em que tenho vivido estes dias, estes dois ultimos dias sobretudo? E não imaginas as saudades doidas, as saudades constantes que de ti tenho tido. Cada vez a tua ausencia, ainda que seja só de um dia para o outro, me abate; quanto mais hão havia eu de sentir o não te ver, meu amor, ha quasi três dias!

Diz-me uma cousa, amorzinho: Porque é que te mostras tão abatida e tão profundamente triste na tua segunda carta - a que mandaste hontem pelo Osorio? Comprehendo que estivesses tambem com saudades; mas tu mostras-te de um nervosismo, de uma tristeza, de um abatimento tães, que me doeu immenso ler a tua cartinha e ver o que soffrias. O que te aconteceu, amôr, além de estarmos separados? Houve qualquer cousa peor que te acontecesse? Porque fallas num tom tão desesperado do meu amor, como que duvidando d'elle, quando não tens para isso razão nenhuma?

Estou inteiramente só - pode dizer-se; pois aqui a gente da casa, que realmente me tem tratado muito bem, é em todo o caso de cerimonia, e só me vem trazer caldo, leite ou qualquer remedio durante o dia; não me faz, nem era de esperar, companhia nenhuma. E então a esta hora da noite parece-me que estou num deserto; estou com sêde e não tenho quem me dê qualquer cousa a tomar; estou meio-doido com o isolamento em que me sinto e nem tenho quem ao menos vele um pouco aqui enquanto eu tentasse dormir.

Estou cheio de frio, vou estender-me na cama para fingir que repouso. Não sei quando te mandarei esta carta ou se acrescentarei ainda mais alguma cousa.

Ai, meu amor, meu Bébé, minha bonequinha, quem te tivesse aqui! Muitos, muitos, muitos, muitos, muitos beijos do teu, sempre teu

Fernando

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Nas minhas mãos ou nas tuas?

"Aproximou-se dela e abraçou-a. Tinha que o fazer. E sem temer os olhos que as fitavam deixou rolar as lágrimas. Boa sorte. Um dia irei contigo!
Há uma distância entre quem fica e quem vai. Quem vai jamais volta na totalidade, deixa sempre um pouco de si por onde passou, talvez o melhor de si fique mesmo por essas paragens. Quem fica perde-se. Habitua-se à rotina e perde-se. Afastou-se e ao longe sentiu que o que de melhor havia em si também ia com ela. Pelo menos isso, pensou. Pelo menos isso."
MJV

(excerto de alguma coisa que tive intenção de continuar a escrever, mas que acabei por abandonar. De novo voltam a mim estas poucas linhas e vou tentar re-escrevê-las, quem sabe?)

Hoje lembrei-me...

"Todos os bons livros se parecem: são mais reais do que se tivessem acontecido de verdade."
Ernest Hemingway

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A dupla!!!


Fanatismo (Florebela Espanca)

"Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tú és como Deus: Princípio e fim...»"


Porque o nosso sentimento é saudável - e recomeda-se!!! - decidi postar este poema que conheço há milénios e adoro!!!